Lia Habib >>> Jornalista: Profissão Mulher

E-Learning Brasil - Congresso 2005

Sempre é um prazer estar envolvida em ambientes de cultura e aprendizado. Participar do Congresso e-Learning Brasil 2005 é um desses momentos. Desenvolvido pela MicroPower em sua quinta edição, o congresso foi idealizado em 2000 quando a demanda no mercado brasileiro crescia e os envolvidos estavam em uma busca frenética por informação, e mais ainda, por troca de experiências. Também parte do congresso deste ano foi realizado o Fit Educacional - Fórum Internacional de Tecnologia aplicada à Educação, que em sua primeira edição acompanha a demanda de participação da área acadêmica no e-learning. Palestrantes nacionais e internacionais discutiram processos assertivos em que a tecnologia auxilia o processo de ensino e aprendizado e o que pode ser utilizado em nossa cultura e ambiente.

A novidade para o e-learning apresentada este ano é a crescente demanda pela contextualização do ensino, a importância em adaptarmos processos de aprendizado às diversas culturas que encontramos em um país como o Brasil, o que também se estende aos ambientes das empresas. Essa preocupação exige um processo ainda mais criativo por parte de quem contrata o desenvolvimento do ensino através do e-learning, assim como a empresa que o desenvolve, adaptando a tecnologia e o conteúdo dos cursos às diferentes necessidades dos grupos de trabalho. Esse tema tem sido discutido no congresso há três anos. O contexto do ensino chega a ser mais importante do que o conteúdo que será aplicado ao curso. É imprescindível que esse conteúdo faça parte do dia-a-dia dos envolvidos no aprendizado e que os colaboradores façam uma analogia do conteúdo com o trabalho. O processo deve sempre partir do princípio de que é desenvolvido para pessoas e suas necessidades individuais em adquirir novas competências, o que vem se traduzindo em projetos ainda mais audaciosos, o que chamamos de “my e-Learning” - “meu aprendizado”, que compreende o perfil e as necessidades individuais em adquirir conhecimento.

Um projeto bastante ilustrativo foi desenvolvido para a DirecTV, especificamente para instaladores de antena. Para esse produto, a equipe da MicroPower participou de cursos presenciais na empresa, conversou com os envolvidos para conhecer quais os temas preferidos nas conversas durante os intervalos do curso. O preferido era o futebol. O conteúdo técnico do curso foi então desenvolvido com a linguagem desse esporte. “Antenor”, um personagem que já existia nas apostilas dos cursos desenvolvidos pela empresa, ganhou vida com a tecnologia, transformando-se em um personagem animado que interagia com os colaboradores.

O mais interessante em participar dos encontros e palestras durante o evento é perceber o quanto as empresas estão estimuladas a melhorar o nível cultural de seus colaboradores. Através do prêmio e-Learning Brasil, que acontece todos os anos durante o congresso, constatou-se que 50% do número de horas de treinamento nas empresas envolvidas é dedicado ao ensino virtual.  Melhor ainda é constatar que o investimento em cursos presenciais continua ativo. Apostar em educação não deve ser computado nas empresas como mais um investimento, mas um diferencial que atrai e mantém o capital humano. Salário não retém pessoas. O desafio atrai talentos!

 

Lia Habib escreve para "Profissional & Negócios". Edição 94 / Ano9
Site da revista: www.rhcentral.com.br